Como segurar material de Escrita

Saber segurar corretamente uma caneta é fundamental para uma escrita mais confortável e eficiente. Aqui estão algumas formas de como fazer isso:

  1. Pegada do Tripé:

    • Pegue a caneta com o polegar e o indicador, formando um apoio semelhante a um tripé.
    • Mantenha os dedos nivelados, mas em lados opostos da caneta.
    • Segure-a levemente, mas com firmeza, evitando apertar demais.
    • Isso permite que você use qualquer tipo de caneta com facilidade.
  2. Posição do Dedo Médio:

    • Apoie o dedo médio na caneta, colocando-o sob ela.
    • O dedo médio deve segurar com mais leveza do que o polegar e o indicador.
    • Deixe a extremidade traseira da caneta apoiada na parte superior da sua mão, um pouco inclinada.
  3. Descanso da Mão:

    • Abaixe o calcanhar da sua mão no papel, como se fosse começar a escrever.
    • A caneta deve estar inclinada, permitindo que você pressione a ponta na página.
    • Evite levantar o pulso muito alto para evitar tensão.

Lembre-se de que a posição ideal pode variar de pessoa para pessoa. Experimente diferentes abordagens e escolha a que lhe proporciona mais conforto e controle. Praticar regularmente ajudará a melhorar sua escrita! 


A melhor forma é a posição de tripé, entre os três primeiros dedos. O que diferencia a posição com que escrevemos é a técnica ou efeito que queremos utilizar, seja na caligrafia, pintura ou desenho.

Abaixo, segue método utilizado para escrever que visa ter a mão livre e proporcionar movimentos rápidos, sem encostar a lateral da mão nem o punho. Apenas a unha do mindinho e dedo anelar tocam o papel. A parte interna do braço, próxima ao cotovelo fica levemente apoiada a borda da mesa e segue o movimento da mão. Muito utilizados para escritas do Método Palmer, ou seja, uma escrita rápida.

"A caneta deve ser mantida frouxamente entre o polegar e os dois primeiros dedos, cerca de dois dedos a partir do ponto. Ele passa ao longo da unha do dedo médio e a terceira articulação do dedo indicador, com a ponta da caneta apontando para o ombro. O polegar é dobrado para fora, de modo que sua extremidade possa ficar oposta à primeira articulação do dedo anterior. 

Segurando a caneta desta forma, apoie a mão na ponta do dedo mínimo, mantendo a que está ao lado um pouco dobrada para dentro; ou, como em alguns casos, esta posição pode ser encontrada para ser um suporte muito esguio para um iniciante, a mão pode estar apoiada na ponta do dedo mínimo e no outro ao lado dele; mas, neste caso, o terceiro dedo deve ser mantido com o dedo do meio."

O importante, é ter em mente que os instrumentos de escrita/desenho e superfícies de trabalho podem variar, bem como as formas de segurar e realizar os traços. Pois existem muitas variáveis nos processos, e para cada situação, precisamos ir ajustando a posição seja do instrumento ou superfície de escrita.


 

Posição do papel ao escrever

 Posição do papel

A posição do papel ao escrever varia entre destros e canhotos. Enquanto os destros geralmente inclinam o papel para a esquerda, os canhotos tendem a incliná-lo para a direita. Essa diferença ocorre porque a inclinação do papel facilita o movimento da mão e do braço durante a escrita.




Perceba que a posição do papel segue a posição do braço de escrita  varia de acordo com a inclinação do traço. 

O papel gira, não seu pulso! E esse giro no papel além de não machucar e gerar lesões que podem ir de dores no pulso ao ombro, ainda te ajudam a alinhar o traço para que ele possa sair mais preciso. 



Seu braço deve fica apoiado na borda da mesa, mas ele consegue fazer o movimento de leque para acompanhar o desenvolver da atividade de uma borda a outra do papel.

Pratique alguns traços no sentido horizontal, vertical e inclinado para ajustar a posição que melhor se adequa as suas necessidades.

Curiosidades:

  • Em alguns estilos caligráficos, a ponta da caneta deve estar em um determinado ângulo para realizar o traço e produzir o efeito. Então, pratique separadamente antes de realizar a atividade para ajustar a posição do instrumento na mão e o ângulo no papel.
  • Alguns floreis e ornamentos possuem efeitos espelhados superior e lateral, neste caso, gire o papel para realizar tais efeitos, pois nem todo instrumento produz o mesmo efeito escrevendo ou desenhando de trás para frente ou de baixo para cima.

Meu Começo

Um pouquinho da minha trajetória inicial para vocês. 

Esse post acompanha um vídeo com um pouco do que passei para aprender caligrafia. E esse é um dos meus cadernos iniciais.

A tipo de informação, eu utilizava o caderno nos dois sentidos. De frente para trás e de trás para frente. Então se você achar que meus estudos estão piorando no final, não se assustem, pois usava as últimas folhas para testes e ajustes de materiais como tintas e penas. Tinha horas que estava tudo tão bagunçado e borrado que arrancava a folha e jogava fora. Mas com certeza errei muito no começo.

Além desse caderno, tem vários outros de quando eu estava começando. E ver folhas borrada é de menos, pois minha base de conhecimento em materiais era totalmente tentativa e erro. Noção zero.


Rasguei muito papel, estraguei muito material

Por isso, decidi compartilhar um pouco da minha experiência nesse vídeo. Pois tudo era uma questão de querer aprender com o que eu tinha e sabia. Mas nunca desisti.

Percebam que algumas páginas estão datadas e com escrita em materiais e estilos diferentes. 
Dá pra perceber a evolução a cada página e traço, mesmo que borrado.

Hoje, quando revejo meus cadernos me divirto, lembrando que passava um tempão praticando formas e efeitos em letras e elemento das letras. Parecia que nunca ia dar certo, mas quando dava, era uma vitória. Uma alegria sem fim.

Por isso, espero que vocês não se sintam acanhados ao começar a praticar. Não tenham vergonha de errar. Caligrafia é prática. Mesmo eu, quando passo muito tempo sem praticar determinada escrita faço tudo torto as vezes, sendo necessário um aquecimento e alguma prática para relembrar até de como segurar ou colocar a pena.

É necessário praticar sempre.

Espero que gostem!

Voltei!

Depois de um longo período sem postar, estou de volta!

Depois de explorar as escritas com bico de pena ponta fina, inventei de querer explorar as com ponta quadrada. Imaginem vocês, o quão louca eu fiquei.

Comecei na inocência, querendo ver alguns estilos. Me deparei de cara com pelo menos 23 variações de caligrafia só no primeiro livro, entre elas o Itálica, Gótica, Carolíngia, Celta, Fundacional entre outras.

Fui jogada para idade média ou antes disso, dependendo do estilo. E com isso toda uma parte ornamental com desenhos de bordas, letras capitulares e iluminuras.

Eu, que amo desenho, fiquei totalmente encantada e querendo mais informações. Então passei um tempo pesquisando estilos caligráficos, técnicas de desenho e escrita, materiais utilizados, como utilizar e como praticar.

Gente! Tem tanta coisa linda! Eu queria aprender tudo!

Aprendi muito, mas também me sobrecarreguei de tanta informação. Entre pesquisas, práticas escritas, desenho e materiais, eu travei geral. E parei por um tempo.

E foi de um jeito, que dia desses me pediram pra fazer algo e eu não sabia mais nem como usar o bico de pena. Fiquei chocada! Não pode! Logo eu!

Verdade seja dita, também não usava a muito tempo, pois andava testando outros materiais. Mas nada tão grave que depois de algumas tentativas e não tenha conseguido. 

Resumo da ópera: É preciso praticar sempre!

Então decidi que vou voltar a estaca zero. E começar novamente. Mas dessa vez, quero vocês praticando comigo! 

Começaremos com o básico e materiais simples. Evoluiremos gradualmente em ambos.

Então se preparem, pois mais adiante teremos nosso primeiro encontro!

Até Breve!